Linguagem - Socialização e Enunciação

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Linguagem - Socialização e Enunciação

Mensagem  BinaryRoad em Sab 6 Mar 2010 - 18:29

Pessoal vamos aqui organizar, nosso seminário de português para o dia 11/03/10.
Postem os itens pesquisados, é claro cada um tendo identificado quem é, e o que foi pesquisado, e o nome da pesquisa.
Leiam o texto e tenha em mente que seu discurso deverá ser de 3.5 min. para cada um, sendo o tempo para apresentação do seminário em sala de aula.
No final, iremos reunir todas as pesquisas, e identificar os pontos para criação do Power Point, e imprimir para entregar ao professor.
Obrigado a todos.

Editar com letras na cor AZUL, para identificar a parte a ser colocado no Power Point, para apresentação em sala de aula.


Última edição por BinaryRoad em Seg 8 Mar 2010 - 23:36, editado 2 vez(es)
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Ordem de pesquisa

Mensagem  BinaryRoad em Sab 6 Mar 2010 - 19:23

Segue a lista para pesquisa de cada um, e a ordem de apresentação.
Legenda: Já postados Very Happy Não postados ainda Question
Felipe - Liguagem verbal e ligunagem não verbal. Very Happy
Guilherme - Os signos vivuais. Very Happy
Murilo - O signo lingüistico. Very Happy
Luis Gustavo - Linguagem, ligua e fala. Very Happy
Thiago - Gramática natural e normativa. Very Happy
Leonardo - Enunciação: Linguagem e enunciação (introdução apenas). Very Happy
Diego - Enunciação: A adequação. Very Happy
Vanderlei - Enunciação: Escrita e oralidade. Very Happy
Rafael - Enunciação: O texto conversacional. Very Happy
10º Renan - Enunciação: Os turnos de fala. Very Happy
11º José Marcos - Criação do Power Point. Question


Última edição por BinaryRoad em Qua 10 Mar 2010 - 16:45, editado 7 vez(es)
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Os tunos de Fala

Mensagem  BinaryRoad em Dom 7 Mar 2010 - 13:52

Os turnos de fala
10 Renan de Carvalho Ribeiro.
Uma conversa se organiza em falas alternadas, chamadas Turnos. Cada vês que um falante toma a palavra, inicia-se um turno; sem essa alternância, há monólogo e não diálogo. Os interlocutores normalmente aproveitam um silêncio, uma pausa, uma hesitação na fala do outro para tomar a palavra. Às vezes, o falante emprega determinadas palavras para “roubar” o turno do outro; em outras, quem está com a palavra indica o próximo falante (nesse caso, os vocativos desempenham papel fundamental).
Os turnos de fala são organizados seqüencialmente, um depois do outro (se os interlocutores falarem ao mesmo tempo, o diálogo fica comprometido), mas quem fala, quando e por quanto tempo é uma negociação, e esse é um dos aspectos mais interessantes da conversação.
A identificação do fenômeno conversacional denominado Lugar Relevante para Transição não tem sido tarefa fácil para os estudiosos da lingüística interessados na análise de dados de fala. Em tese, o Lugar Relevante para a Transição seria aquele momento propício à troca de falantes. Mas, como os falantes poderiam perceber que esse momento está a se concretizar naquele instante? Perguntas retóricas, pausas, entonação descendente ou mesmo alguma hesitação são pistas prosódicas e paralingüísticas descritas pelos teóricos como aquelas utilizadas pelos falantes para diagnosticarem o momento como determinante para a troca de turnos.
No caso das sobreposições, diz-se que estas se dão, especialmente, quando o falante pensa se tratar de um Lugar Relevante para a Transição, sem que contudo o fosse. É o que afirma Luiz Antônio MARCUSCHI em seu livro “Análise da Conversação”:
“Um dos casos comuns de sobreposição de vozes é o que se dá na passagem de um turno a outro. Às vezes trata-se de uma projeção falha de conclusão de turno, como nos casos de perguntas retóricas ou pausas de entonação ou alguma hesitação”.
Contudo, em situações de conflito, é possível verificar que as sobreposições não se dão preferencialmente em Lugares Relevantes para a Transição. Verifica-se na análise de dados de fala que, sem que o falante nem ao menos ofereça pistas da finalização ou conclusão de seu turno, o ouvinte auto-seleciona-se e já começa a expor seus contra-argumentos.
Cumpre dizer ainda que, conforme afirma Gail JEFFERSON em seu texto, as sobreposições também não se darão tão somente por uma incapacidade das pessoas de ouvir ao falante corrente, mas, pelo contrário, em especial, nas sobreposições do tipo por reconhecimento onset, o ouvinte não só está a ouvir com atenção ao que o falante diz, com também, em situações especiais, parece prever o que iria ser dito, sentido-se a vontade para, desde já e através do recurso da sobreposição, expor seus contra-argumentos ao não dito, embora inferível.
Observe o seguinte diálogo entre Bentinho e Capitu, personagens de Dom Casmurro:
[Bentinho] – A fala verdade são duas coisas, continue eu, por haver-me acudido outra idéia.
[Capitu] – Duas? Diga quais são.
- A primeira é que só se há de conversar comigo, para eu lhe dar a penitência e a absolvição. A segunda é que...
- A primeira está prometida, disse ela vendo-me hesitar, e acrescentou que esperava a segunda.
-Palavra que me custou, e antes não me chegasse a sair da boca: não ouviria o que ouvi, e não escreveria aqui uma coisa que vai talvez achar incrédulos.
- A segunda... Sim... É que... Promete-me que seja eu o padre que case você?
- Que me case? Disse ela um tanto comovida.
Logo depois fez descair os lábios, e abanou a cabeça.

Bentinho teve seu turno de fala “roubado” quando Capitu o interrompeu e afirmou “- A primeira está prometida”, e disse que esperava a segunda coisa, devolvendo o turno de fala para Bentinho.
Uma estratégia muito comum é um dos participantes roubar o turno de fala com uma suposta concordância, imediatamente seguida de uma conjunção adversativa (“Sim, mas...”) para iniciar uma contestação.
Num dialogo informal, é comum a conversação se iniciar com afirmações óbvias, consensuais (“- Tudo bem?” / “- Tudo... e você?” / “- Que calorão, hem?” / “- É... está insuportável!!”). São regras do jogo, da negociação, da “inter-ação”.
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Linguagem Verbal e Linguagem Não-Verbal

Mensagem  Caporal em Ter 9 Mar 2010 - 10:13

Felipe Caporal - Liguagem verbal e ligunagem não verbal.

O que é linguagem? É o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas. Agora, a linguagem não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas, mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita, não é verdade?

Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar o verbo? Se não, tente, e verá que é impossível se ter algo fundamentado e coerente! Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de palavras quando se fala ou quando se escreve.

A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal, não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou seja, dos signos visuais.

Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado, um bilhete? Linguagem verbal!

Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação de “feminino” e “masculino” através de figuras na porta do banheiro, as placas de trânsito? Linguagem não verbal!

A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e anúncios publicitários.

Observe alguns exemplos:
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Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.
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Charge do autor Tacho – exemplo de linguagem verbal (óxente, polo norte 2100) e não verbal (imagem: sol, cactus, pinguim).
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Placas de trânsito – à frente “proibido andar de bicicleta”, atrás “quebra-molas”.
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Símbolo que se coloca na porta para indicar “sanitário masculino”.
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Imagem indicativa de “silêncio”.
Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”.
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A Comunicação Verbal e não-verbal:

Comunicação não-verbal é a comunicação que não é feita com sinais verbais, que não é feita com a fala nem com a escrita. Diferentemente da comunicação inconsciente, que pode ser verbal ou não-verbal.

A Comunicação é entendida como a transmissão de estímulos e respostas provocadas, através de um sistema completa ou parcialmente compartilhado. É todo o processo de transmissão e de troca de mensagens entre seres humanos.

Linguagem verbal: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos de abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas pessoas (no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras);

Linguagem não-verbal: as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais e corporais, os gestos, os olhares, a entoação são também importantes: são os elementos não verbais da comunicação.

Linguagem dos Sinais: A linguagem é aos incapazes de falar por serem surdos ou mudos constituiu, através dos tempos, um sério problema social. Na Antiguidade eles foram tratados muitas vezes como dementes ou venerados como favoritos dos deuses, como ocorreu na Pérsia e no Egito, mas foi sobretudo na época do Renascimento que surgiram verdadeiros apóstolos dedicados ao estudo dos meios que permitissem intergrar os surdos-mudos na sociedade.

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Alfabeto Manual dos Surdos-mudos
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Surdos-Mudos


Última edição por Caporal em Ter 9 Mar 2010 - 17:51, editado 1 vez(es)
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Linguagem, Lingua e fala

Mensagem  Caporal em Ter 9 Mar 2010 - 19:16

4º Luis Gustavo - Linguagem, ligua e fala.

A Linguagem é o meio de comunicação e interação entre as pessoas por meio de palavras ou sinais, possibilitando a expressão de idéias e pensamentos. Alguns estudiosos acreditam que a linguagem foi criada a partir da comunição gestual e com o desenvolvimento da nossa audição foi criada a linguagem.

Para entender melhor as funções da linguagem é necessário o estudo dos elementos da comunicação:

Emissor - que emite a mensagem;
Receptor - que, em silêncio, recebe e decodifica a mensagem;
Mensagem - conteúdo emitido pelo emissor;
Código - a língua usada na emissão e recepção;
Referente - contexto relacionado a emissor e receptor;
Canal - meio pelo qual circula a mensagem.
Obs: As atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação.
Esse é o princípio básico na comunicação, que distingue o homem de outros animais. Com o seu desenvolvimento foram criadas várias funções como a Linguagem Emotiva (expressiva), Apelativa (imperativa), Metalinguística (análises), Informativa (referencial), Fática, Poética, entre outras.
As formas de linguagem mais usadas hoje são:
Linguagem Verbal: usa somente palavra como unidade.
Linguagem Não Verbal: usa outros meios como gestos, imagens, etc.
Linguagem Mista: usa imagens e palavras como, por exemplo, quadrinhos.
Com a evolução, a linguagem se espalhou pelo mundo sofrendo varias modificações formando diferentes línguas.
A Língua é a ferramenta da comunição que usa letras, gestos ou símbolos por meio de diferentes ordens formando palavras possibilitando o entendimento e comunicação textual entre as pessoas. A língua foi desenvolvida entre diferentes sociedades criando Alfabetos, Expressões e Diferentes Línguas.
Com o seu uso constante, tornou-se mais dinâmica criando a Norma Popular que nem sempre é correta como a Norma Culta, mas é muito mais prática e de fácil entendimento. Com isso surgiu as Gírias, que são abreviações de palavras ou novas expressões, mais usada pelos jovens.
Muitas línguas foram descartadas por algumas sociedades que por algum motivo prático, evolutivo ou imposição de outras sociedades são consideradas hoje línguas mortas. Já entre outros povos, algumas sofreram leves modificações tornando-se diferentes. Um exemplo disso é o Brasil, que passando por diferentes regiões a fala, expressões e gírias mudam.

Também foi adaptada para pessoas com deficiências, usando gestos ou tato. Algumas línguas são feitas somente para o não entendimento de algumas pessoas, de forma de códigos ou trava-língua como por exemplo a Língua do P, muito usada no Brasil por crianças se comunicarem secretamente.
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Enunciação

Mensagem  BinaryRoad em Ter 9 Mar 2010 - 23:46

Enunciação

6º Leonardo - Enunciação: Linguagem e enunciação

A Enunciação engloba o processo de comunicação como um todo, abrangendo diversos elementos que o condicionam e o modificam.
Os diversos elementos citados são: Ambiente espaço-temporal, Assunto, Meio utilizado, Código, Participantes.
Concluindo: Enunciação é o produto da interação de dois indivíduos socialmente organizados e compreende a matéria lingüística e o contesto onde ela foi inserida.

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Escrita e Oralidade

Mensagem  Juninho em Qua 10 Mar 2010 - 0:58

8º Vanderlei - Enunciação: Escrita e oralidade.

Pra colocar no power point vou selecionar algumas frases no meio do texto, por isso coloque as frases entre aspas como citacao ao texto.. valeu pessoal Very Happy

Há quem considere que a fala corresponda a uma escrita cheia de erros e que a escrita corresponda a uma fala com menos recursos de expressão. Tais julgamentos estão completamente equivocados. Trata-se a fala e a escrita de duas maneiras diferentes de manifestação da língua, cada uma delas possuindo suas características, suas regras e seus recursos próprios. Por serem distintas, precisam receber tratamentos diferenciados, para que cumpram, adequadamente, suas funções linguísticas, discursivas e comunicativas.
Ás diferenças entre a língua oral e a escrita correspondem determinadas consequências de ordem teórica e/ou pragmática. São as seguintes as principais distinções entre uma e outra, correlacionando-se às consequências a seguir:
A fala remonta à própria origem do homem; enquanto a escrita é recente – os sistemas escritos mais antigos datam de seis mil anos; havendo quem considere a escrita da Suméria, de há três mil anos, como a primeira (cf. Cagliari, L.C. Diante das letras. Campinas, Mercado das Letras, 1999). Desse modo, a fala é anterior à escrita, possuindo um caráter universal, isto é, todos os povos falam. A fala é espontânea, sendo adquirida pelo indivíduo tão-somente pelo contato com a sua comunidade linguística. Já a escrita não é universal: há povos que não a conhecem. A escrita requer aprendizagem, sem o que não desabrocha espontaneamente. Uma leitura eficiente deve recuperar as qualidades da fala, as quais a escrita representa através de sinais de pontuação, entre outros recursos.
Na língua oral há mais inovação e tendência à diversidade lingüística – faz-se largo uso das variantes linguísticas: dos falares regionais, coloquiais, gírios, etc. Na escrita há mais conservação e tendência à unificação da língua. Como consequências dessas distinções, observa-se que é através da fala que a língua evolui, adaptando-se às necessidades de comunicação das comunidades de falantes. E é através da escrita que se mantêm os padrões tidos como cultos. Na realidade, não existe codificação escrita dos diversos falares, apenas da língua padrão, daí porque, nessa modalidade da língua, faz-se uso limitado das variantes linguísticas.
A fala envolve interlocutores que se situam em interação num mesmo espaço de tempo; o que normalmente não ocorre na escrita. Assim, na interação face a face, havendo qualquer dúvida, os interlocutores podem saná-la de pronto; o que não se passa entre o leitor e o escritor. Por esse motivo, quem escreve deve imaginar-se no lugar do leitor, procurando construir sua mensagem da forma que julgar mais clara, supondo os equívocos que seu texto possa originar, com o fito de desfazê-los, se, de fato, desejar ser compreendido.
Via de regra, durante o ato de fala, os interlocutores situam-se num mesmo espaço físico. Já a escrita pressupõe interlocutores situados à distância. Daí resulta que, em se tratando de língua oral, os interlocutores podem ver, ouvir, tocar, cheirar, etc. as coisas e os seres que fazem parte do contexto externo à fala, não necessitando, pois, recriar esse contexto situacional através da língua falada. Eles podem, ainda, perceber as reações às suas palavras, contando com a oportunidade de reformulá-las para se fazerem compreendidos. O leitor, diversamente, não poderá perceber o contexto situacional da escrita, a não ser que esse contexto seja recriado internamente ao texto por obra da descrição do escritor. E, como o escritor não poderá reformular o que disse, deve imaginar as reações de seu leitor, para expressar-se de modo mais eficaz.
Na língua falada, a memória é fundamental, uma vez que o ato de fala só dura o tempo de sua enunciação. Quanto à escrita, a memória não é importante, pois tudo o que é dito fica gravado, podendo ser recuperado pela leitura. Consequentemente, na oralidade as contradições são menos aparentes. Os interlocutores podem mudar de assunto repentinamente, sem necessidade de introduzir de forma marcada o novo tema e ser ter de estabelecer conexões com os assuntos antes tratados – pelo contrário, o exagero na busca de laços coesivos tende a tornar a conversa monótona. Por seu turno, na língua escrita, as incoerências ficam mais evidentes – sempre se pode ler o que foi dito anteriormente -, sendo aconselhável, por isso, que o escritor releia o que já escreveu. Como as partes de seu texto deverão estar interligadas, o escritor não deve abandonar o que vem dizendo e passar bruscamente para outro tema.
A língua oral tende à prolixidade; enquanto a escrita tende à concisão. Na fala geralmente ocorrem repetições com a finalidade de precisar o sentido de expressões, de enfatizá-las, ampliar-lhes o sentido, ou ainda para que o locutor mantenha o turno da palavra. Na escrita, as repetições e longas ou constantes digressões costumam tornar o texto enfadonho e obscuro.

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Os signos vivuais

Mensagem  BinaryRoad em Qua 10 Mar 2010 - 9:01

Os signos vivuais

2º Guilherme - Os signos vivuais.

Introdução

Os signos visuais são instrumentos de que a linguagem visual se serve para transmitir uma informação ou mensagem, para indicar a alguém alguma coisa.

A comunicação visual entre os homens tem vindo a evoluir, ao longo de milhões de anos, através de sons, dos gestos, das palavras, dos sinais e dos símbolos.

Daí a necessidade de estudar a evolução e significado da simbologia, visto que a simplicidade, rapidez, e eficiência dos sinais e símbolos na comunicação visual ajudam o artista enquanto emissor de uma mensagem visual, a ser aceite e compreendido pela comunidade, onde se encontra inserido.

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A Expressividade dos Signos Visuais
O signo visual é uma das muitas formas de comunicar que o Homem utiliza no seu dia a dia.

Para que o processo de comunicação se torne possível, é necessário a intervenção de uma série de elementos (os factores da comunicação) relacionados entre si.

Através deles podemos emitir ou criar uma mensagem, recebê-la e responder.

Estes elementos são os seguintes:
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A Estrutura dos Signos

Um signo visual para atingir os seus objectivos tem que ter uma estrutura constituída pelos seguintes elementos:

Significado
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Um signo visual só funciona se tiver um único significado, que se mantém durante muito tempo e é reconhecido pelos receptores.
O símbolo representado permitiu ao partido Nazi reconverter um antigo e de sinal positivo num emblema político de força bruta.

Objectivos
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Antes de se pensar num signo visual, deve-se definir os seus objectivos e função.
O mesmo suporte serve para transmitir ao receptor vários signos diferentes com o mesmo objectivo.

Suporte
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Fotografia da imagem no televisor, no momento da apresentação do logotipo do canal de notícias CNN.
Um signo visual deve ser estudado de acordo com o suporte que vai transmitir. Cada tipo de suporte, desenho, pintura imagem, fotografia, cartaz, tem características próprias, não só materiais como funcionais, que têm que ser estudadas em conjunto com o signo visual que vai receber.

Receptor
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Cada signo visual tem um receptor próprio e, como tal, não deve ser entendido ou utilizado em situações diferentes.
No caso do exemplo da imagem, o autocolante é destinado a um receptor específico, procurando sensibilizá-lo para os inconvenientes do tabaco.

Simplicidade
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Um signo visual é uma forma de comunicação que se pretende seja de compreensão rápida, eficiente, completa e clara, para não causar dúvidas ou erros.
No exemplo ao lado, diferentes símbolos de informação, cuja imagem foi simplificada ao máximo, estão representados em branco, contrastando com o fundo preto.


A Evolução dos Signos Visuais

Pinturas pré-históricas (pictogramas) mostrando abstracções de animais.
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Evolução do pictograma chinês simbolizando o homem até ao ideograma final. Sequência que vai do séc. XIX a. C. até ao ano 88 d. C.
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Evolução do pictograma do implante até sua total abstracção simbólica. O seu sentido pictográfico passa, a determinada altura, para o sentido fonético até chegar ao signo H do nosso alfabeto.
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Desenhos pré-históricos do levante ibérico, cuja evolução se foi aproximando cada vez mais do signo das letras.
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A Classificação dos Signos Visuais

Os signos visuais, como meios de comunicação visual, podem assumir três categorias diferentes de acordo com o seu significado.
Ícones - são signos que representam um modelo imitativo de um objecto, de um objecto, de uma forma, de um espaço ou uma situação. É característico das artes plásticas e dos meios de comunicação de massa.
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Exemplos: uma fotografia, um mapa, um diagrama, etc.
Indícios - são signos visuais que têm origem em formas ou situações naturais ou casuais. Através da acumulação de experiências, devido à ocorrência de situações idênticas, indicam algo e adquirem significado.
Exemplo: nuvens negras indicam tempestade; marcas dos pneus de um carro indicam travagem brusca.
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Símbolos - São signos visuais que designam o objecto de uma maneira totalmente livre, independentemente de semelhanças ou de uma ligação directa com ele. O significado é estabelecido através de normas e convenções. Para serem entendidos necessitam de uma prévia explicação.
Exemplos: leão - símbolo da força e do Sporting.
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O texto conversacional.

Mensagem  rafael de cristo em Qua 10 Mar 2010 - 10:59

As características formais do texto falado ou do texto escrito estão relacionadas com a questão do planejamento.

9º Rafael - O texto conversacional.

O texto falado, em geral, é criado no próprio momento da conversação, isto é, não possui rascunho, ao contrário do texto escrito, que pode ser planejado, revisto, rascunhado. A questão do planejamento discursivo é abordada por Ochs (l979), que aponta quatro níveis de planejamento no discurso: falado não-planejado, falado planejado, escrito não-planejado, escrito planejado. A língua oral apresenta uma tendência para o não-planejado. Poderíamos dizer que é planejada localmente, ou seja, é uma atividade administrada passo a passo.

Em geral, a conversação inicia-se com o tópico que motivou a interação, ou seja, ela se estabelece e se mantém desde que exista algo sobre o que conversar e intenção por parte dos interlocutores de manter a interação. O desenvolvimento do tópico, na fala, depende dessa interação, e o rumo do discurso coletivo criado, naquele ato de interação, é construído pelos interlocutores, que podem interromper, acrescentar fatos, mudar o rumo da conversa. O não-planejamento da fala informal é condição indispensável, portanto, para um relacionamento humano produtivo e enriquecedor. Desta forma, o texto conversacional é o resultado de um trabalho cooperativo.

O texto conversacional se apresenta pouco elaborado face à elaboração do texto escrito. Quando falamos, vamos construindo nosso texto. De acordo com a reação do nosso interlocutor, repetimos a informação, mudamos o tom, reformulamos nossa explicação. Há por isso uma tendência a produzir idéias menos complexas do que na escrita.

Embora possa ser reelaborado, o texto escrito - um conto por exemplo - ao ser dado como pronto, não deixa perceber as marcas de sua elaboração: apresenta-se acabado, coeso, com seqüência temporal. Já o texto falado está sempre em andamento. Esta consideração aponta novamente para a questão do planejamento que, na escrita, vai desde o tema a ser desenvolvido, chegando ao planejamento lingüístico. A língua escrita pressupõe a articulação de idéias e de aspectos lingüísticos.

Em termos sintáticos, o texto conversacional é bastante fragmentado: as frases são cortadas, percebendo-se a ruptura da construção à medida que a frase se desvia de sua trajetória, tomando outra direção sintática. O caráter fragmentário da modalidade oral - presença de anacolutos, frases truncadas - é um ponto diferenciador entre as duas modalidades. Inúmeros estudos têm sido realizados, mostrando que essas inversões na ordem das palavras correspondem a necessidades comunicativas e interacionais.
Fonte:http://acd.ufrj.br/~pead/tema03/planejamento.html

rafael de cristo

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GRAMATICA NORMATIVA E GRAMATICA NATURAL

Mensagem  Thiago# em Qua 10 Mar 2010 - 11:39

5º - Thiago Grellet

GRAMATICA NORMATIVA

Chama-se gramática normativa a gramática que busca ditar, ou prescrever, as regras gramaticais de uma língua, posicionando as suas prescrições como a única forma correta de realização da língua, categorizando as outras formas possíveis como erradas.

Frequentemente as gramáticas normativas se baseiam nos dialetos de prestígio de uma comunidade lingüística.

Embora as gramáticas normativas sejam comuns no ensino formal de uma língua, a sociolingüística vem favorecendo o estudo da língua como ela realmente é falada, e não como ela deveria ser falada.

A gramática é dividida em: fonologia, morfologia e sintaxe.

Fonologia: fonemas, letras, pontos de articulação

* ortoépia (ortoepia) – estuda a correta pronuncia dos vocábulos
* prosódia – determinação da sílaba tônica
* ortografia – representa a escrita da língua

Morfologia: (forma) – estuda a composição dos vocábulos, estudo das classes de palavras e gramaticais.

Sintaxe: relação entre as palavras de uma oração ou relação entre as orações de um período.
* de concordância – verbal (sujeito e verbo) e nominal (substantivo em relação ao artigo, adjetivo, numeral, etc.)
* de regência – verbal (verbo pedindo preposição ou não) e nominal (nome acompanhado de preposição)
* de colocação – trata da colocação de certas palavras.
o pronominal: próclise, mesóclise, enclise.



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GRAMATICA NATURAL

A criança aprende suas primeiras palavras, por meio do código produzido por seus familiares e repetindo este mesmo código para com eles; gerando assim a comunicação. Este falar, porém, é uma aprendizagem intuitiva, involuntária e inconsciente, ou seja, é natural do ser humano, assim como aprender a andar. Esta é a gramática natural, a gramática do falante, a gramática da sociedade, que nos satisfaz no processo da comunicação.

Certamente, devemos considerar o nível sócio-cultural de cada falante. Se o falante vive em um ambiente em que os pais e familiares são cultos, vai adquirir um vocabulário e uma desenvoltura oral de acordo com o que escuta diariamente. Ao contrário de um indivíduo que cresce em meio a pouca cultura, por exemplo. Seu vocabulário e maneira de falar serão limitados. Provavelmente, convive com analfabetos ou semi-analfabetos.


Sobre essa "gramática natural", assim se manifesta Celso Pedro Luft em seu livro Língua e Liberdade:

A gramática dos falantes é sempre completa: sistema de "todas as regras" necessárias para se poder falar. Mesmo a criança de cinco ou seis anos já fala com desembaraço, e o mais humilde dos analfabetos, necessariamente dominam a gramática completa que preside seus atos da fala. Do contrário, não haveria como falar.

Naturalmente, há variantes de gramática, conforme o grau de cultura ou nível sócio-cultural do falante; mas todas elas, mesmo a de nível mais baixo, são completas em si, dispõem de todos os elementos de que as pessoas necessitam para fazer frases e comunicar-se. (LUFT, Celso Pedro. Língua e liberdade. 8ª ed., Fundamentos, Ática, 2003.)

Nesse enxerto, Celso Luft, expressa a idéia de que gramática e comunicação são bem diferentes. Do ponto de vista lingüístico, só existem erros se a comunicação não se realiza de modo
eficaz. Do ponto de vista da gramática normativa (artificial), tudo o que foge à norma culta consiste em erro gramatical.

A gramática natural é da natureza de qualquer ser humano, de qualquer língua. A gramática artificial, "aprendemos" na escola, somos ensinados. É o estudo de regras gramaticais.

Thiago#

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Signo linguístico

Mensagem  murilknot em Qua 10 Mar 2010 - 15:26

3º Murilo - O signo lingüistico
Com base nos conceitos do lingüista suíço Ferdinand de Saussure, o signo lingüístico deve ser definido como uma unidade composta por duas faces diversas: uma face conceitual e uma imagem acústica, que corresponderiam, respectivamente, a significado e significante. O signo “tucano”, por exemplo, é a unidade que une uma face do som “tucano” a uma esfera de pensamento – como, por exemplo, ave silvestre. Ainda de acordo com Saussure, o conceito e a imagem acústica mantêm vínculos de ordem psíquica, já que necessitam de regras pré-modeladas mentalmente para se estabelecerem como signo.

Saussure revela duas características como sendo as principais do signo lingüístico: a arbitrariedade e a linearidade. Para o estudioso, a combinação entre significante e significado é feita de forma arbitrária, imotivada, determinada por convenções e hábitos sociais, fora do poder do indivíduo de criá-lo ou modificá-lo. Sendo assim, não haveria nenhuma ligação natural entre a idéia de “pé” (significado), por exemplo, e a seqüência de sons p-é-s (significante). Saussure destaca como exceção as onomatopéias, que, em sua concepção, remetem direta e objetivamente aos elementos da realidade que evocam.

Para Saussure, o significante, enquanto natureza auditiva, deve ser disposto numa só dimensão de ordem temporal. Tal propriedade, denominada por ele de linearidade, opõe-se aos significantes visuais, já que estes podem explorar mais de uma dimensão no espaço, podendo ser apreendidos simultaneamente e de diferentes maneiras. A partir dessa organização em cadeia, segundo a qual os significantes se sucedem uns após os outros, é possível a estruturação de um sistema lingüístico.




Signo linguístico

O signo linguístico foi descrito por Ferdinand Saussure, em seu curso de linguística geral, como uma combinação de um conceito com uma imagem sonora.

Uma imagem sonora é algo mental, visto que é possível a uma pessoa falar consigo própria sem mover os lábios. Mas em geral, as imagens sonoras são usadas para produzir uma elocução.

Na linguagem verbal, tendo a língua como código, os signos linguísticos são, os responsáveis pela representação das ideias, sendo por meio da fala ou da escrita.


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Enunciação a adequação

Mensagem  Déisss em Qua 10 Mar 2010 - 16:05

Enunciação a Adequação

7º Diego - Enunciação: A adequação

Em consequência da complexidade que envolve a enunciação, ou seja, o ato comunicativo efetivo, os conceitos de certo ou errado ficam muito superficiais. É necessário considerar um novo conceito: a Adequação. Um enunciado pode ser considerado adequado quando é apropriado aos elementos presentes no processo de comunicação.
Entende-se que o uso que cada individuo faz da língua depende de varias circunstancias: do que vai ser falado (assunto), do meio utilizado (canal), do contexto (ambiente espaço-temporal), do nível social e cultural de quem fala e, importantíssimo, de quem é o interlocutor (ou seja, quem é a pessoa para quem se esta falando). Isso significa que a língua do texto deve estar adequada à situação, ao interlocutor e à intencionalidade do falante. Assim, seria inadequado um professor universitário fazer uma palestra para alunos de primeira a quarta séries do Ensino Fundamental empregando palavras eruditas, desenvolvendo argumentos complexos e estruturas sintáticas muito elaboradas – ele não seria compreendido por seus interlocutores.

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Re: Linguagem - Socialização e Enunciação

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